segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem Mais

Nos aprisionamos na nossa ilegalidade.
Nos apaixonamos tanto por ela que nos impedimos de ir além.
A urgência dos beijos e o fogo dos olhares furtivos fazem com que o encontro das peles ardam.
Minhas pernas tremem quando seus braços envolvem minha cintura.
Me sinto pequena aninhada no teu peito nu, isso irrita e encanta.
A marca do meu batom condenada na tua camisa nos une.
Torna-nos indefesos diante do sentimento que cresce, selvagem, sem freio, quase inocente.
A repressão implícita das ligações não atendidas no domingo alimenta.
A comunicação vetada, presa, liberta as atitudes e os sentidos.
Nos falamos com as mãos, os olhos nos entregam.
O peito arfante e as paredes do quarto suadas formam uma névoa indecente na qual nos sentimos protegidos.
Nos privamos do abraço de conchinha e do romantismo do nascer do dia para nos entregarmos na noite, cúmplices.
Somos fruto do pecado mais puro e da vontade mais sincera.
Diante disso, me rendo.
Entrego ao Tempo a responsabilidade, a culpa e a tarefa de pensar racionalmente.
Já ando ocupada demais sentindo o teu cheiro impregnado na minha pele e teu gosto em minha boca.
Sem mais.




Nós
http://www.youtube.com/watch?v=jKzydAmFJug


Inté caríssim@s!